domingo, 28 de dezembro de 2025

COP30 tentou mobilizar luta de classes planetária, mas não teve repercussão

China presenteia o Brasil com a escultura de bronze Espírito Guardião Dragão-Onça na COP3, hecha por escultota chinesa Huang Jian
China presenteou o Brasil a escultura  Espírito Guardião Dragão-Onça
feita para a COP30 pela escultora chinesa Huang Jian
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A herança revolucionária da ECO-92 ainda latejava contra os restos da ordem mundial (evento qualificado por seu secretário-geral, Maurice Strong, de “mãe de todas as conferências): “O mundo não será o mesmo a partir de agora [1992]” .

O ataque contra o Brasil ficou focado na agricultura, apresentada como culpada do “novo crime” de desmatamento; e contra a pecuária, indiciada por aquecer o clima com o maior rebanho bovino comercial do mundo.

Os consumidores de carne no País também foram culpados por puxar o seu consumo, que deveria ser diminuído cada vez mais .

Não faltaram ataques à mineração e à exploração de hidrocarbonetos na Amazônia.

Encenação reveladora foi a “Barqueata da Cúpula dos Povos”, em que barcas alugadas para agitadores e “povos originários” exibiram faixas e cartazes invectivando o agronegócio, ecoando a surrada luta de classes contra os proprietários:

“O agro não enche o prato”;

“O agro passa, a destruição fica”;

“Mineração: o povo decide”;

“A destruição da Amazônia é uma ferida aberta no planeta”.

A bandeira feminista: “sem mulher não tem clima”.

E o eco da grande reivindicação dos pontífices Francisco e Leão XIV: “Por justiça social e ambiental”.

Não faltou a propaganda do financiador: “Com Lula o Brasil lidera o combate à crise climática”; “Obrigado Lula”.

Tudo isso entre abundantes bandeiras do PT, do MST e dos “povos originários”, que deveriam reassumir a direção do Brasil porque ‘só eles sabem lidar com o clima e a natureza’.

Barcas semi-vazias foram ornadas com bandeiras dos palestinos e de Cuba...

Propaganda comuno-indigenista


Abertura da Cúpula dos Povos na COP 30, na Universidade Federal do Pará (UFPA). Foto Tânia Rêgo-Agência Brasil
Abertura da Cúpula dos Povos na COP 30, Universidade Federal do Pará (UFPA). 
Foto Tânia Rêgo-Agência Brasil
O objetivo comuno-indigenista foi mascarado com um linguajar definido pela “Folha” como “burocratês climático” ou “linguagem vaga, inflada, pobre, confusa e imprecisa”, que evocava a “novilíngua” de George Orwell.

Esse estranho idioma “verde” forçou-a a “publicar um glossário para guiar o leitor na selva de siglas estranhas e termos vagos”.

O escritor anarquista inglês, coitado, propusera “cultivar uma higiene mental e... uma linguagem clara”, mas isso não compareceu no caos da COP30 .

Danças e distribuição gratuita de álcool e comida visaram atrair público e promover a confraternização dos militantes.

Muito ao gosto ecologista, o pavilhão de Singapura distribuía cerveja feita com água de esgoto tratada, enquanto outros ofereciam “karaokês”, que cantavam de modo pouco compreensível contra o aquecimento global, além de canções de Michael Jackson, úteis para “curar nosso planeta” etc.

O café não ficou por conta do pavilhão do Brasil, mas da Alemanha .

Entre as múltiplas encenações, foi particularmente achincalhante a passeata de artistas disfarçados de animais, vários dos quais inexistentes na Amazônia, como urso branco, girafa e dromedários.

Foram arrebanhados pelo “índio Curupira”, mascote da COP30, com quem o presidente Lula quis ser fotografado.

Para maior escárnio, os atores contratados fizeram greve porque não receberam o pagamento combinado.

O auge da vergonha se deu durante um incêndio atribuído à gambiarra na fiação elétrica, feita oficialmente de material incombustível.

O fogo se espalhou pelas tendas e forçou o adiamento da reunião final.

“Igreja Ecológica” da Laudato Si


Ministra Marina Silva durante seu discurso no Vaticano  (@Vatican Media).
Nos ambientes católico-comunistas, a encíclica Laudato Si ficou ratificada como documento constitucional da “Igreja Ecológica”; ou, como observou “Infovaticana”, como catecismo oficial da nova religião ecológica, onde a redução do CO₂ é um objetivo supremo.

Ali está toda a terminologia: “conversão ecológica”, “justiça climática”, “cuidado da Casa Comum”.

Mas o essencial da fé católica — Cristo, a redenção, a vida eterna não se sabe onde ficou.

Em reunião plenária em Fátima, os bispos europeus pediram à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que agisse com decisão na COP30, mas ela se entretinha com exemplares da fauna e da flora local, segurando um papagaio, observando quelônios e afagando um quati.

No discurso verde, os bispos lembraram que a Igreja não existe para gerir orçamentos climáticos, mas para evangelizar.

Documento análogo foi elaborado pelo episcopado latino-americano, mas nesse o Evangelho não teve permissão para entrar .


Engajamento inconsequente de Leão XIV


Marina Silva: radicalismo não adiantou
Marina Silva: radicalismo não adiantou
Num fim de semana anterior ao início da COP30, o Papa Leão XIV fez uma assembleia extraordinária de três dias com 3.000 militantes dos movimentos sociais, alguns bispos e cardeais em Castel Gandolfo, para incitá-los ao ativismo segundo a Laudato Si.

A figura de proa foi a ministra Marina Silva, que na presença do Pontífice fez ardida exortação à ação, enquanto o ex-governador esquerdista da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, exortava os presentes a processar o governo Trump, como ele o fizera nos seus tempos de governador.

No meeting, o Pontífice abençoou um bloco de gelo da Groenlândia, alimentando os exageros “verdes” sobre o derretimento das geleiras planetárias.

Durante o transcurso da COP30, Leão XIV exigiu “ações concretas” contra a mudança climática; e em videomensagem dirigida a responsáveis religiosos, à margem daquela conferência, deblaterou contra a falta de “vontade política de alguns líderes.

Não se soube que suas palavras tivessem tido qualquer efeito entre cientistas ou governos sensatos.

Também glorificou o Acordo de Paris (COP21), que segundo ele “impulsionou um progresso real e continua sendo nossa ferramenta mais poderosa para proteger as pessoas e o planeta”; um discurso em colisão aberta contra o governo dos EUA e outros países descontentes com as fraudes contidas naquele acordo.

Na Audiência Geral de 17 de novembro, pediu uma conversão à “ecologia integral”, sempre segundo a Laudato Si, e se engajou em afastar o fantasma do ser humano “devastador” da Criação .

Na videomensagem às Igrejas do Sul Global — denominação desconhecida, mais consonante com a “novilíngua” da luta de classe planetária do Sul contra o Norte — comprometeu o Vaticano com a coalizão socialista-ambientalista.

Junto foi apresentado um documento de cardeais da América Latina, África e Ásia pela “casa comum”, também de fraco efeito, pois ninguém via direito como a Igreja pode se engajar em estruturas internacionais, profundamente marcadas por agendas ideológicas contrárias à antropologia cristã, e para o qual não tem missão recebida de Cristo.

Os malabarismos verbais e exageros sobre inundações, secas e ondas de calor culpabilizaram os “ricos”, adotando o discurso climático da ONU — escreveu “Infovaticana” .

Final tenso e inconclusivo


Rostos alongados e tensos na sessão final da COP30.
Rostos alongados e tensos na sessão final da COP30.
O vazio texto final da COP30 foi um fiasco que não satisfez ninguém. O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, pediu desculpas.

A conclusão não mencionou o plano de Lula para os combustíveis fósseis, não deixou um plano específico contra o desmatamento, não fez referências específicas à Amazônia (este deveria ser objetivo de fazer a reunião em Belém), limitando-se a avanços simbólicos sobre afrodescendentes, territórios indígenas e questões de gênero na imaginária “crise climática”.

A sessão final foi marcada por tensões e brigas, além de reclamações contra o presidente Corrêa do Lago, acusado de ignorar pedidos e agir de modo pouco transparente.

A Rússia e a Índia, porém, defenderam a presidência brasileira, responsabilizando outros países pelo desconjuntamento geral da reunião.

Lula não assistiu, como correspondia ao País hospedeiro, e viajou para a África do Sul, onde elogiou as qualidades culturais de Belém, enquanto o chanceler alemão Merz visou consertar o mal-estar causado .


Presente chinês de aspecto demoníaco


China presenteou o Brasil com uma escultura com imponderáveis satánicos
China presenteou o Brasil com escultura deimponderáveis satânicos
Como “cereja no bolo do caos”, o governo comunista chinês ofereceu oficialmente ao brasileiro uma escultura demoníaca denominada Espírito Guardião Dragão Onça, como símbolo do que Pequim aguardava da COP30.

A peça forma um ente híbrido de homem, dragão e onça com chifres, dentes pontiagudos e expressão satânica, abraçando o globo terrestre no qual está inscrito “COP30”.

Segundo a artista Huang Jian, a obra ficará como um guardião das florestas tropicais, mas suscitou repulsa pela sua horrorosa expressão alusiva a Satanás.

De fato, encarna o espírito que se pretendeu inocular na fracassada assembleia mundial de Belém, e com o qual Pequim quer abocanhar o mundo .

Balanço final: fracassou mais uma investida comuno-indigenista disfarçada de ambientalismo, que de início ameaçava avançar sobre a soberania intocável brasileira e dos países sul-americanos na Amazônia.

Mas desconfia-se que os artífices da tentativa contra a soberania e a propriedade privada prossigam, com pretextos diversos, sua ofensiva contra os valores básicos da civilização cristã ainda vigentes.



domingo, 14 de dezembro de 2025

COP30: fracasso de ofensiva comuno-ambientalista

Luiz Inácio Lula da Silva com o Curupira, mascote da COP30. Belém (PA) Foto Ricardo Stuckert - PR
Luiz Inácio Lula da Silva com o Curupira, mascote da COP30. Belém (PA) 
Foto Ricardo Stuckert - PR
Luis Dufaur
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A COP30, trigésima Conferência das Partes da ONU sobre Mudança Climática, terminou pifiamente.

Em Belém do Pará deveriam comparecer governantes e burocratas de mais de 160 países signatários da ECO-92, lobbies e ONGs, ativistas vermelhos disfarçados de salvadores do planeta, povos originários (autênticos ou falsos) todos empenhados em arrancar capitais dos governos e bancos internacionais a fim de dominar as mudanças climáticas e evitar um “apocalipse ambiental”. .

No entanto, essa cantilena soa cada vez mais como um blefe ancorado na “Teologia da libertação da Terra”.

COP30 abandonada


A ausência de chefes de Estado proeminentes levou muitos outros a concluir que a COP30 ficaria num bate-papo improdutivo. .

Foi decisiva nesse sentido a aversão do povo norte-americano e do seu governo aos blefes ambientalistas (nas COPs anteriores, financiaram projetos “verdes” utópicos), e sua ausência na Amazônia ensejou muitos países a se ausentar ou enviar delegações de nível inferior.

Só a Noruega destinava para a “proteção” da Amazônia o triplo do que o governo brasileiro destina à área ambiental. .

Desde 2015 o Brasil destinou pouco mais de R$ 520 milhões do Orçamento federal, enquanto a Noruega forneceu R$ 1,75 bilhão para o Fundo Amazônia (87,5% do total) nos últimos dez anos. .

No preparo da COP30, a única empresa nacional que contribuiu foi a Petrobras, com 0,4% do total.

Segundo Adriana Ramos, secretária-executiva do Instituto Socioambiental, os recursos internacionais financiam burocracias estaduais de meio ambiente e ONGs. .

Houve suspeita de que essas doações visariam estabelecer uma ingerência sobre a Amazônia .

Fracasso previsível


Infocatólica, a Igreja se preparou para a COP30 no mundo da Lua
Infocatólica; a Igreja se preparou para a COP30 no mundo da Lua
O cenário prévio à COP30 era o oposto do prometido no Acordo de Paris (COP 21). .

O fim das volumosas contribuições dos EUA teve um efeito cascata, e muitos projetos-fantasia foram apagados ou não saíram do papel no mundo inteiro .

Multiplicaram-se as informações sobre o ‘fracasso ambientalista’: projetos de hidrogênio verde adiados ou cancelados; mercado de crédito de carbono em crise; montadoras voltando aos carros a gasolina; usinas de combustível sustentável de aviação não saem do papel; governos derrubados por insatisfação com os projetos ambientalistas; falências das “energias alternativas”; e o presidente americano Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU, qualificando de “estúpidos” os burocratas que esmagam os povos com impostos ambientalistas. 134 dos 198 países envolvidos não disseram se estavam cumprindo as metas nacionais “para salvar o planeta”.

Resultado: ninguém sabia, em Belém, qual era a temperatura global do planeta, número que devia nortear qualquer decisão, para bem ou para mal . .

Com dados de apenas 79 países, ficou impossível chegar a uma conclusão confiável. .

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pranteou que as metas climáticas pré-fixadas não seriam alcançadas . .

Bill Gates, arauto do catastrofismo climático, virou a casaca declarando que o clima “não levará ao fim da humanidade” e nem compareceu.

O presidente Lula falou na ONU em punir os países descumpridores — ou seja, dois terços do mundo. Mais quimérico, impossível.

Engajamento quase nulo


Passagem Fé em Deus obras inacabadas aguardando melhorias para COP30 em Belém
Na ONU, Lula anunciou que em Belém se faria “a COP da verdade”. E na reunião “Cúpula de Líderes”, prévia à COP30, pediu recursos de um trilhão e trezentos bilhões de dólares anuais para um Fundo de Bosques Tropicais para Sempre (TFFF), a ser gerido pelo Banco Mundial. .

Só seis países contribuíram, e com somas simbólicas! O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, acenou com um “valor significativo”. .

Mas saiu apressadamente da COP30 com sua equipe, deblaterando contra o caos da organização . Depois fez uma retratação. A representação japonesa sumiu silenciosamente.

Nem mesmo um número decente de ilustres convidados se apresentou ao coquetel inaugural. .

E a COP de Belém terminou do mesmo jeito que começou: vergonhoso fracasso em prol de utópicas metas e de estímulo a velhas reivindicações comuno-progressistas .

Líderes ávidos de luxos


ONU alarmada pelo desinteresse dos países pela COP30, mas seus líderes corrriam atrás das benesses.
ONU alarmada pelo desinteresse dos países pela COP30, 
mas seus líderes corriam atrás das benesses.
Chefes de Estado e de governo, que dizem defender os pobres flagelados pelas “mudanças climáticas”, preferiram usufruir os restaurantes mais famosos e os hotéis de luxo, ponto de encontro de políticos, empresários e badalados líderes das esquerdas. .

Até o ditador da República do Congo, o militar Denis Sassou N’Guesso, foi tratado com tapete vermelho para entrar e sair do quarto, modificado para atender às suas exigências.

As delegações oficiais se encontravam nos restaurantes mais caros, como a ex-presidente Dilma Rousseff, beneficiada por sua proximidade com o ditador comunista Xi Jinping. .

No mesmo restaurante, na mesma hora, a ministra Marina Silva, com a equipe do ministério de Meio Ambiente, almoçava ao ar livre voltada para a Baía do Guajará. .

Figuras como o presidente francês Macron, o príncipe William, o secretário-geral da ONU e Marina Silva exibiam seu ecologismo recusando peixes de rio ou “maniçoba” (espécie de feijoada paraense), muito ligados com a região. .

Guterres ganhou uma costela de carne Brangus assada por 24 horas — blasfêmia ambientalista...

Chefes de Estado e de governo se fotografaram sobre fundos artificiais de floresta tropical, como arautos da natureza, sem sair da área urbana de Belém. .

Outros, como o português António Costa, presidente do Conselho Europeu, foram gozar de uma travessia de lancha, tomar banho de rio na Ilha do Combu e degustar chocolates locais. .

Miinistra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, na COP30. Foto Bruno Peres-Agência Brasil
Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, se exibiu bastante na COP30. 
Foto Bruno Peres-Agência Brasil

A diretora da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck, presente para agir contra o “racismo ambiental”, deplorou o esquecimento generalizado dos direitos humanos que a COP30 deveria defender, e achou estar numa reunião da Faria Lima, porque os líderes só falavam de dinheiro e não das verdadeiras problemáticas ambientais .

Para a “Folha de S. Paulo” a “COP30 foi a festa das celebridades”, pela revoada de “famosos” do jet-set internacional exibindo-se como interessados em ecologia, acotovelando-se com o cacique Raoni, enquanto cantoras estrangeiras e brasileiras, ministras vestidas de índias ou de extravagâncias, faziam shows decepcionando inúmeros comentaristas.


continua no próximo post:



domingo, 30 de novembro de 2025

Repudio popular a ativistas pelos “direitos animais”

Ativistas verganos em mais uma sabotagem repudiada
Ativistas veganos em mais uma sabotagem repudiada
Luis Dufaur
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As arquibancadas lotadas da tradicional Exposição Rural de Palermo repudiaram aos ativistas veganos que perturbaram a exposição de carruagens familiares.

Os desordeiros ambientalistas exigiam “Direitos dos Animais”, diziam que comer carne implica um “Holocausto Animal” e pediam: “Rejeitem o Especismo”, neologismo para dizer que o homem não se pode achar superior ao bicho.

As carruagens evocam o passado histórico do agronegócio
As carruagens evocam o passado histórico do agronegócio
As fortes vaias e gritos das arquibancadas de “Fora, fora!” patentearam o desacordo crescente com os blefes do ambientalismo, segundo informou “La Nación” 

O esquálido punhado de 15 agitadores invadiu a areia mais só durou menos de cinco minutos sendo levado embora pela polícia que, aliás os protegeu bastante.

As carruagens históricas fazem as delícias das famílias
As carruagens históricas fazem as delícias das famílias
Nesse breve período o público gritava exigindo sua retirada pois só vinham a prejudicar uma muito desejada exibição e competição de carruagens antigas puxadas a cavalo com famílias vestidas com roupas de época.

Não é o primeiro ano em que os desordeiros “verdes” tentam estragar as atividades da popularíssima Exposição Rural reivindicando “direitos dos animais” em meio a uma competição, exibição e premiação dos melhores exemplares das múltiplas raças de animais criados no campo argentino.

Desta vez até que não lhe foi tão mal pois da vez passada, quando interromperam uma competição de cavalos com cartazes dizendo “Chega de escravidão” e “Não é cultura, é tortura”, os próprios empregados das fazendas lhes deram um grande susto com seus cavalos.

E quando se deram à fuga, passando no meio do público levaram umas simbólicas pancadas de reprovação.

Os baderneiros se identificam com o “antiespecismo” porque inventaram que usar o cavalo para a finalidade com que Deus o criou, incluso em competições equestres ou exibições de maestria não respeitam os direitos dos animais e são uma forma de exploração.


domingo, 23 de novembro de 2025

Fracassam maiores usinas de energia solar dos EUA

Crescent Dunes foi um dos mais fabulosos projetos de energia solar da história
Crescent Dunes foi um dos mais fabulosos projetos de energia solar da história
Luis Dufaur
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O projeto de energia solar Crescent Dunes que atenderia mais de 100.000 pessoas foi inaugurado há 10 anos no deserto de Nevada, EUA, na euforia do ambientalismo mundial.

Ele reunia 10.347 espelhos direcionados para uma torre central de 200 metros sendo a segunda usina de energia termossolar do mundo.

Mas não atingiu nenhuma das metas e agora foi fechada.

Também a gigante usina solar térmica de Ivanpah, no deserto de Mojave que custou 1,6 bilhão de dólares foi clausurada por inviável e por matar os pássaros da região.

Fonte: 

Teve um custo de cerca de 1 bilhão de dólares financiado pela empresa californiana SolarReserve e grandes investidores como Warren Buffet e o Citigroup, além de empréstimos do governo dos EUA.

A SolarReserve fechou contrato com a NV Energy para fornecer 500.000 MWh anuais durante 25 anos. Mas, em 2019, a NV Energy processou a SolarReserve por descumprimento contratual.

Os investidores, outrora crédulos na propaganda ambientalista, entraram com ações contra a empresa por má gestão. Em 2020, a Crescent Dunes foi declarada falida e expropriada.

Bill Gould, cofundador da SolarReserve, culpou a empresa espanhola ACS Cobra, responsável pela engenharia.

Quando inaugurada em 2015, a tecnologia de energia termosolar (CSP) já enfrentava desvantagens frente à energia fotovoltaica.

Enquanto esta converte diretamente a luz em eletricidade com painéis solares, a CSP usa heliostatos que concentram o calor do sol em sais fundidos para gerar energia.

Ivanpah, outrora maior usina de energia solar, acabou verificada como a pior do planeta
Ivanpah, outrora maior usina de energia solar, acabou verificada como a pior do planeta
Embora o sistema prometesse produção constante e flexível, o custo era alto. Um megawatt-hora de CSP custava cerca de 135 dólares, contra menos de 30 dólares da energia fotovoltaica.

Em 2022, a produção foi de apenas 80.236 MWh, muito abaixo da meta original de meio milhão de MWh anuais.

O projeto ficou como exemplo de altos custos e tecnologia defasada acabam num desperdício milionário.

Na época, Ivanapah foi considerada um marco da energia limpa, sendo a maior usina de energia solar do mundo até a inauguração de uma planta semelhante na Austrália.

Funcionava com milhares de espelhos, chamados heliostatos, que seguem o movimento do Sol e refletem sua luz para uma torre central.

O calor concentrado aquece a água e gera vapor, que movimenta turbinas e produz eletricidade.

O sistema se mostrou instável e manter os espelhos perfeitamente alinhados com o Sol dificultava a operação.

A energia solar fotovoltaica que capta diretamente a luz do sol ficou cada vez mais barata e eficiente.

Outro fator que pesou na decisão de encerrar a usina foi o impacto ambiental.

O fluxo solar dos paineis 'eletrocutava`os passarinhos em pleno vôo, algo sem dúvida nada ecológico
O fluxo solar dos painéis 'eletrocutava`os passarinhos em pleno voo em Ivanapah, 
algo sem dúvida nada ecológico
Diversos grupos denunciaram a morte de aves que ficaram presas nos feixes de luz concentrados pelos espelhos.

Os animais eram incinerados no ar. Além disso, organizações ambientais apontaram prejuízos ao habitat da tartaruga-do-deserto, espécie nativa da região.

Era como se o invento se voltasse contra o inventor. Ou o ambiente contra o ambientalismo.

A desativação da usina de Ivanpah marca o fim de um capítulo da energia renovável.

Ela mostra como tecnologias antes vistas como inovadoras podem se tornar obsoletas diante de avanços mais práticos e acessíveis.


domingo, 16 de novembro de 2025

EUA nega a crise climática e a COP30 anda com um pneu furado

O aquecimento global está virando objeto de piada
O 'aquecimento global' está virando objeto de piada
Luis Dufaur
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Relatório da Agência de Proteção Ambiental do Departamento de Energia dos EUA (EPA) arrasou com os boatos de “crise climática”; desclassificou as medidas da ONU e vários países para combatê-la e deixou de julgar as emissões de CO2 como ameaça à saúde pública. 

O relatório acrescenta que o CO2 estimula o crescimento das plantas e aumenta a produtividade agrícola.

Também recusou os “modelos climáticos” contrários as emissões de CO2 porque exageraram os cenários futuros e criaram projeções catastróficas irreais.

O nível global do mar subiu 20 centímetros desde 1900, mas em função de variações locais do solo. Por isso não há aceleração histórica.

O relatório enfatiza que políticas agressivas de mitigação do CO2 causam mais danos do que benefícios tendo um impacto direto insignificante.

O documento foi preparado pela Força-Tarefa Clima 2025, um grupo de cinco cientistas independentes convocados pelo Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, com diversas formações em ciências físicas, economia, ciência do clima e pesquisa acadêmica.

Os autores são Dr. John Christy, Dra. Judith Curry, Dr. Steven Koonin, Dr. Ross McKitrick e Dr. Roy Spencer. O Departamento de Energia abriu um período de 30 dias para comentários sobre o relatório.

É a primeira vez que uma grande potência mundial, embora reconheça as mudanças climáticas, questiona a existência de uma crise, abrindo um debate público sobre o assunto.

Fonte: “El Debate”. 


domingo, 9 de novembro de 2025

Recorde de calor em 2024 é natural e não justifica alarmismo midiático

Luis Dufaur
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A Associação de Realistas Climáticos que combate o “alarmismo climático” explica que o planeta se aquece desde o fim da Pequena Era Glacial por volta de 1840. 

O fato de 2024 ter sido o ano mais quente já registrado não causa alarme, pois obedece à repetição de oscilações climáticas rotineiras.

Mas a ONU se jogou numa interpretação aloucada e anticientífica incitando os líderes mundiais para que “ajam agora” para “evitar o pior da catástrofe climática” que, na realidade, cientificamente não merece consideração.

Os efeitos das emissões humanas de CO2 são insignificantes.

Assim como uma criança em crescimento vai ganhando altura, “o planeta em aquecimento faz o mesmo com sua temperatura”, explicam Javier Vinós (cientista independente e especialista em clima), Javier del Valle Melendo (professor de Hidrologia, Climatologia e Geologia) e Saúl Blanco (professor de Biodiversidade e Gestão Ambiental).

“Não há nada de anormal no novo recorde de temperatura para 2024. Se um ano é mais quente ou mais frio que o anterior se deve a fatores naturais.”

Os cientistas apontam que o aumento de CO2 na atmosfera em 2024 foi de apenas 3,5 partes por milhão (0,8%), e isso é “muito pouco para que seu efeito na temperatura global seja perceptível”.


domingo, 2 de novembro de 2025

Energias alternativas escureceram Espanha, Portugal e sul da França

Blackout na Espanha
Blackout na Espanha
Luis Dufaur
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Meses antes de iniciar a COP30, o ambientalismo nos forneceu mais uma escura mensagem da crise em que quer jogar a civilização.

A Red Eléctrica Espanhola (REE) empresa pública operadora única do sistema elétrico espanhol, reconheceu que o “colapso total” do sistema elétrico que pôs em pânico a Espanha e o vizinho Portugal foi causado pelas fontes de energia alternativa, registrou “El Mundo”. 

Em abril a mesma empresa garantia que em caso algum haveria uma interrupção nacional no fornecimento de energia.

Ela recusava o risco da perda de estabilidade do sistema, em consequência do fechamento das centrais nucleares espanholas. Semanas depois a Espanha entrou em pânico em virtude de um apagão inesperado que não podia acontecer.

O presidente da empresa os descartava e o governo socialista também o fazia enfaticamente.

Depois tudo mudou. Relatório da mesma operadora da rede elétrica reconheceu que havia riscos “graves” de cortes de energia ligados à “alta penetração de energia renovável” no país.

A causa do risco foi a muito alta dependência das “energias alternativas”, especialmente as eólicas.

A Redeia, havia alertado seus investidores no relatório financeiro de 2024, para cortes que “podem se tornar graves afetando significativamente o fornecimento de eletricidade”, “a curto e médio prazo”, registrou a AFP

Em breves termos as fontes de “energia alternativas” são intermitentes porque dependem do sol, vento, chuvas, que são impredecíveis.

E se essas fontes começam a ligar e desligar podem levar a um curto do sistema todo e provocar blackouts.

A “perda de produção firme” foi apontada por Redeia como podendo causar um “impacto no fornecimento” que poderia “afetar à Espanha toda”.

A empresa vinha alertando há cinco anos do perigo sendo desouvida e até abafada pelo fanatismo ecológico e socialista instalado no governo e na grande mídia.

Os relatórios eram conclusivos: a integração massiva de fontes energias renováveis ameaçava a estabilidade da rede na Espanha, escreveu, a posteriori “El Mundo”. 

Blackout também afetou Portugal e sul da França
Blackout também afetou Portugal e sul da França
Os técnicos da empresa pública pediam medidas “essenciais” para evitar desequilíbrios “inaceitáveis”.

Afinal aconteceu. Cinco anos depois do primeiro brado de alerta, essa foi a causa do apagão histórico que atingiu também o Portugal e o sul da França.

As medidas pedidas não foram implementadas ou a um ritmo lento, enquanto se acelerava a geração de energias “renováveis” causantes do desequilíbrio. Até que o sistema elétrico nacional ficou incapaz de amortece-los.

A Redeia alertava aos investidores o “risco de curto prazo” de “desconexões de geração devido à alta penetração de energias renováveis”.

O relatório também advertia que o fechamento de usinas de convencionais, como as a carvão, gás natural e nucleares, em decorrência de decisões políticas, “implicava na redução da capacidade firme e das capacidades de equilíbrio do sistema elétrico, bem como de sua robustez e inércia”.

A Redeia atribuiu o enorme blackout a um desligamento massivo de usinas fotovoltaicas. Essas geraram oscilações anômalas que causaram o apagão, “desconcertando o setor”.

Nos dias prévios ao apagão, as situações de alta instabilidade levaram a um alto funcionário do setor, a advertir que a Espanha “estava à beira de um apagão”.

O fanatismo ambientalista fez ouvidos surdos... e aconteceu mas continua igualmente fanático!!!


domingo, 26 de outubro de 2025

COP30 uma revolução dissimulada contra a humanidade civilizada?

COP30 Plenária ideranças indígenas, ONGs, autoridades do governo e parlamentares
COP30 Plenária lideranças indígenas, ONGs, autoridades do governo e parlamentares
exigem que o governo climático da Terra fique com os aborígenes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Conferência da ONU COP30, que inicia neste novembro em Belém, trará um veneno dissimulado por trás da sua caótica montagem: sob pretexto de fictícias mudanças climáticas reformas mundiais que, abalará a vida das nações.

Os países sul-americanos, grandes produtores de alimentos e commodities em geral, poderiam ter mutilada a exportação de seus produtos.

E, para maior confusão poderia ser ameaçada sua soberania sobre a floresta amazônica, para citar um caso pioneiro gritante.

A imensidade da transformação que se discutirá na COP30 põe em relevância pretextos para “salvar o planeta”. Mas essas fantasias desviam as atenções para uma imensa revolução político-religiosa que se tenta efetivar não sem imensas dificuldades.

A COP30 foi cogitada para acontecer na região amazônica indo contra toda sensatez organizativa.

Mas, poderia resultar até, e por estranho que pareça, numa Amazônia erigida em reserva-santuário ou templo panteísta.

A revolução em curso na Igreja Católica de uma nova religião com cultos empestados de superstições diabólicas indígenas, teria o estímulo das altas cúpulas eclesiásticas incluindo os estímulos do novo Papa Leao XIV que vem de receber o MST junto com os movimentos sociais de todo o planeta arregimentados pelo anterior Papa Francisco I.

Essa danosa manobra traz entre seus pressupostos a mutilação ou, em última análise, last but not least, a condenação do agronegócio.

Há tempos, as esquerdas insuflam a revolução iindigenistaa agora com preextos climáticos
Vejamos de início este ponto que nos atinge tão de perto, malgrado a desorganizacão da COP30. Cfr. "La Nación".

A América Latina produz alimentos suficientes para mais de 1,3 bilhão de pessoas, ou mais que o dobro de sua população. Isto significa aproximadamente 14% da produção agrícola e pecuária mundial.

É, portanto, um ator fundamental na segurança alimentar global. Mas para a filosofia profunda dos movimentos comuno-ambientalistas mais ativos esses são títulos de condenação.

Esses pretendem golpear o agronegócio transformando as decisões da COP30 em condenações aos grandes produtores de alimentos a quem os promotores mundiais do evento acusam de serem responsáveis pelo aquecimento global.

E, por absurdo que pareça, a Mãe Terra – Gaia ou Pachamama, segundo a ideologia ou a superstição – segundo eles não poderia mais suportar um gênero humano que se multiplicou como o Deus da Bíblia ordenou.

Nossa eficácia produtiva é questionada com o pretexto espúrio de exercer pesar imensamente nas emissões totais de GEE (Gases de Efeito Estufa),.

Apelam para o fato de aproximadamente 45% do total de emissões líquidas de GEE estar relacionadas à agricultura e às mudanças no uso da terra.

Esse fato para quem conhece a Terra é um triunfo da ocupação dela como Deus dispôs já no primeiro momento da Criação.

O gado virou pêssimo esquentador do planeta e o agronegócio deve ser extinto
O gado virou péssimo esquentador do planeta e o agronegócio deve ser extinto.
Impossível maior absurdo!
Então um dos maiores adversários dos fanáticos ambientalistas da COP30 são os produtores agropecuários.

E a atitude dos governos sensatos como a do atual governo americano em relação à ação climática é criminosa, que eles qualificam de inflexivelmente danosa.

A esse estapafúrdio acrescentam eles que os EUA não lhes fornecem as fabulosas somas de dinheiro que estes militantes de hotéis e restaurantes de luxo exigem para cumprir seus mirabolantes e nunca confirmados projetos ecológicos.

A COP30 se configura assim como um teatro aparentemente complexo, mas que no fundo é claro: a luta dos revoltados da ordem da criação contra os homens de bem.

Um exemplo caraterístico foi fornecido pelo site Brasil de Fato, nascido segundo ele próprio para dar voz aos “movimentos populares em 25 de janeiro de 2003, durante o Fórum Social Mundial de Porto Alegre”.

Ele quer ser um site de batalha, ligado à luta planetária comuno-ambientalista contra a propriedade privada e o bem-estar alimentar da humanidade. https://www.brasildefato.com.br/quem-somos/

A respeito do COP30 foi bem claro: “o inimigo é o agronegócio” como escreveu nele o historiador Luiz Marques. 

Indígena não pode progredir e deve ficar nu no mato como numa gaiola para turista ver
Indígena não pode progredir e deve ficar nu no mato como numa gaiola para turista ver
Qual é o crime? De início esclarece que o acusado é o País todo como está organizado: “O Brasil, escreve, figura entre os maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo e como a expansão de pasto e monoculturas empurra o país para o colapso climático”.

“Você está tirando a floresta que capta gases de efeito estufa e ainda colocando no lugar pasto […] que gera gases de efeito estufa”, acrescenta o professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ao Manual de Sobrevivência, podcast do Brasil de Fato.

Marques explora os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo eles dados – e graças a Deus e à nossa sacrificada classe pecuarista – em 2024 havia por volta de 238,2 milhões de cabeças de gado.

“Tem mais boi do que gente no Brasil”, compara como se fosse uma blasfêmia.

“O Brasil tem condições de diminuir as emissões muito mais do que os outros países. O nosso inimigo é o agronegócio”, aponta o historiador, porta-voz desta imensa revolução.

Eis a nova fórmula da luta de classes, desta vez planetária e pintada de verde por fora.

COP-30 na-Amazonia não salvará o planeta mas tentará jogá-lo no comuno-indigenismo
COP-30: não salvará o planeta
mas tentará jogá-lo no comuno-indigenismo
O historiador pró-comunista e entusiasta da COP30 registra como outro mal o fato de o governo federal ter destinado R$ 516,2 bilhões ao Plano Safra 2025/2026.

Esse crédito historicamente está concentrado no agronegócio, e na filosofia anti-humana do ambientalismo radical é ruim porque alimenta a população brasileira e muitos milhões de seres humanos no exterior com alimentos em abundância.

Na filosofia ecologista o aumento da população é um mal e a Terra é incapaz de alimentar a população atual. Dessa maneira acabará como um planeta desértico por esgotamento.

Por isso, o crescimento demográfico segundo uma expressão cunhada nos arraiais ambientalistas é uma “bomba” de tempo que explodirá devastando o planeta.

Então, o número dos homens deve ser diminuído radicalmente.

“O boi e a vaca são ruminantes, eles arrotam metano”, aponta o historiador.

A Comissão Europeia e a Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) indicam que, em um período de 20 anos, o metano representa um potencial assustador de aquecimento até 87 vezes superior ao do diabolizado dióxido de carbono, ou CO2.

E esse seria outro malefício do bem caseiro metano, o gás que faz funcionar a cozinha de milhões de lares.

No esforço de satanizar a carne, o professor citado, parafraseando a seus colegas ideológicos, culpa os bois pelas queimadas também satanizadas na pessoa dos proprietários agrícolas.

“O agronegócio põe fogo: 99% dos incêndios no Brasil são culpa humana”, denuncia. Como o mal que se derivaria disso não pode ser demonstrado ele acusa as estatísticas oficiais de culposamente falseadas:

“O dióxido de carbono que sai dos incêndios não é contabilizado. A degradação [florestal] é extremamente importante e não entra [no inventário]”, declara.

Qual seria a solução segundo Marques e seus colegas ideológicos vermelhos?

Parada indigenista em função da COP30
Parada indigenista em função da COP30
Pois a velha bandeira de Lenine, Stalin, Fidel Castro, teologia da libertação, PT, e tudo quanto é bandeira vermelha comunista: a reforma agrária!

Porém acrescida das bastante esotéricas teorias da ecologia, incluída uma política drástica contra a natalidade, pior que a dos extermínios nazista e comunista.

Então uma reforma agrária que seja agroecológica, com multiplicação dos quilombolas e da agricultura familiar financiados por entidades como o Banco Mundial e ONGs de toda procedência.

E donde está esse modelo. No MST acolhido por Leão XIV!

Para o autor citado, “o Brasil tem o melhor modelo positivo de agricultura do mundo” nas experiências do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST).

COP30 assim manipulada será uma plataforma para a velha utopia vermelha comunista renovada e radicalizada pelo esoterismo verdes ecologistas.

E com a decisiva promoção eclesial, batizada de sinodal, da teologia da libertação da Terra também ela envolta numa miserável tanga indigenista.



domingo, 28 de setembro de 2025

Cúpula dos Povos quer extremismo climático na COP30

Volta ao primitivismo a fórmula para saalvar o planeta
Volta ao primitivismo é a fórmula para "salvar o planeta"?
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A Cúpula dos Povos, coalizão de mais de 700 ONGs do mundo visa uma luta de classes étnica de fundo comunista contra os países civilizados na COP30 (30ª conferência das Nações Unidas sobre mudança do clima, em Belém), noticiou a “Folha de S.Paulo. 

Segundo esta coalizão as COPs anteriores foram um fiasco porque não mudaram o clima.

Aliás, não podia ser diferente porque o homem não pode reger o clima de uma natureza que o supera absolutamente.

Mas o fanatismo ecologista não aceita a realidade e reclama uma ditadura planetária de impostos e controles que afogarão as sociedades organizadas.

Na realidade, sob este palavreado se incubam caprichos ideológicos de teorizadores decepcionados com o fracasso do comunismo.

Por trás do folklore a liderança da esquerdaa que abala nossos países
Por trás do folclore a liderança da esquerdas que arruinam nossos países.
A cooperação - ou manipulação? - vem de longe
O evento que acontecerá entre os dias 12 e 16 de novembro, na Universidade Federal do Pará, em Belém, com a participação de 15 mil representantes, ativistas da ecologia e jornalistas.

Como nas anteriores COP reunir-se-á uma nutrida assembleia de políticos de esquerda e ativistas do meio ambiente pagos pelos impostos ·verdes’ financiados por Ministérios do Meio Ambiente, organismos internacionais, fundações multimilionárias e grandes capitalistas.

Também acontecerá uma assembleia paralela dos contestatários e revoltados do mundo que reclamam a derrubada da civilização e da cultura universal.

O volume de dinheiro gasto nestas gigantescas assembleias está sendo mais uma vez objeto de disputas internacionais, querendo todos passar dias de prazer e luxo com despesas caríssimas cobertas pelos governos.

'Aldeia COP' quer dar o tom do mundo futuro
'Aldeia COP' em Belém quer dar o tom do mundo futuro
Entretanto, o desinteresse crescente de largos setores da opinião pública por essas COP acompanhadas pelo desanimo pode levar a uma frustração de ativistas e jornalistas.

A larga disputa pelas despesas astronômicas do evento pode ocultar a crise do comunismo verde neste evento.

Assim agindo essa coalizão pretende uma revolução monstruosa fazendo convergir demandas de grupos afetados pelas mudanças climáticas (quem não o é?) impondo uma suposta vontade de povos originários e quilombolas que seriam excluídos dos processos decisivos pelos representantes governamentais.

A carta política lançada pelo movimento declara que “os países tomadores de decisão têm se omitido ou apresentado soluções absolutamente ineficientes colocando em risco a meta de 1,5ºC do Acordo de Paris.”

“As conferências se concentraram em objetivos ínfimos de redução de dióxido de carbono e em estratégias a serviço dos interesses das corporações responsáveis por desastres ambientais”, diz Iván González, coordenador político da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (CSA).

COP-30 na-Amazonia não salvará o planeta mas tentará jogá-lo no comuno-indigenismo
COP-30 na Amazonia não salvará o planeta 
mas tentará jogá-lo no comuno-indigenismo
Segundo González, sem a união das lutas por justiça ambiental e social, negociações sobre o clima ficam desconectadas dos problemas reais da sociedade. Em seu favor pode aduzir as exigências do Papa Leão XIV por uma justiça “socio-ambiental”.

Seus seis eixos orientadores evocam em tom indigenista as velhas reivindicações marxistas, misturado com o panteísmo e o culto supersticioso da Pachamama.

Eles são: "territórios vivos, soberania popular e alimentar; reparação histórica, combate ao racismo ambiental e ao poder corporativo; transição justa, popular e inclusiva; contra as opressões, pela democracia e pelo internacionalismo dos povos; cidades justas e periferias urbanas vivas; feminismo popular e resistência das mulheres nos territórios.

A escolha por eixos que aliam pautas diferentes é uma tentativa de fugir de caixas temáticas, explica Maureen Santos, coordenadora do Núcleo Políticas e alternativas da Ong FASE - Solidariedade e Educação e membro do comitê político da Cúpula dos Povos.

A Cúpula dos Povos teve sua primeira em 1992, no contexto da ECO-92—ou Rio-92— da ONU. Já paralelamente às COPs, ela aconteceu frente à COP20 em Lima, no Peru, em 2014, por exemplo.

A estruturação rumo à COP30 aconteceu em meio à Rio+20 (conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável) em 2012, no Rio de Janeiro.

A iniciativa de construir uma contraposição à COP30 partiu de movimentos sociais brasileiros na COP28, em Dubai.

Pressão eclesiástica é expectativa de posição contra capitalismo
Pressão eclesiástica é expectativa de posição contra capitalismo
Entre as organizações que se juntaram à ação, estão Observatório do Clima, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Coalizão Negra por Direitos (CND) e Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM). Das 700 entidades, 84 são internacionais.

O caos na organização servirá para dizer que os governos dos países civilizados são incompetentes para “salvar o Planeta” e lançar um brado análogo ao do Marx na fundação da hoje velha Internacional Comunista, porém renovada com cores e slogans mais atualizados.


domingo, 24 de agosto de 2025

ONG religiosa articula pressão sobre a COP30

REPAM Lança Cartilha 'ABC das COPS'
REPAM Lança Cartilha 'ABC das COPS'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) lançou cartilha para os povos indígenas se engajarem na COP30.

Nela, a pretexto de obstar as mudanças climáticas, visa modelar o futuro do planeta segundo a utopia comuno tribalista.

A REPAM trabalha incansavelmente para articular esses indígenas, ONGs e ativistas das esquerdas na Amazônia, para levar os debates climáticos na COP30 a um objetivo extremista.

A organização integra a Cúpula dos Povos, que prepara uma ordem que arrancará a Amazonia do Brasil e estabelecerá uma nova religião com “missa” panteísta.